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APENAS UM COLECIONADOR !... DEFINIÇÃO: Telecartofilia designa o ato de colecionar cartões telefônicos. Com o advento da moderna tecnologia dos cartões telefônicos, que substituiu as moedas e, no Brasil, as antigas fichas telefônicas, as pessoas começaram a colecioná-los, separando-os e classificando-os por países, categorias, valores, temas ilustrativos, trocando-os e mesmo comercializando-os. Atualmente, algumas peças alcançam valores expressivos nesse mercado, o que estimula pessoas a colecioná-los como forma de investimento. Entre os fatores que determinam a valorização de determinadas peças encontram-se a tiragem reduzida, uma série específica, defeitos de fabricação, personalidades do momento, eventos esportivos, culturais, etc. A telecartofilia é uma forma de colecionismo em expansão, com um grande número de adeptos. Isso pode ser explicado devido a que os cartões telefônicos são baratos, fáceis de obter e manter, com temas variados e ilustrações atraentes. CONTATOS: katz-cs@hotmail.com ou prkatzenelson@gmail.com

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dia da Bíblia? Dia da Oração? Dia do Pastor?



Dia da Bíblia? Dia da Oração? Dia do Pastor? Confira o calendário evangélico

Por Renato Cavallera em segunda-feira, 11 janeiro 2010 Dia da Bíblia? Dia da Oração? Dia do Pastor? Confira o calendário evangélico
Foi publicada no Diário Oficial do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro de 07/01 a Lei 5.645/10, de autoria do deputado João Pedro (DEM), que consolida o calendário.
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel O autor da lei, ao defender a consolidação de todas as datas em um único calendário, acabou se confundindo. Disse que havia “quatro dias da Bíblia” para argumentar a necessidade de sua iniciativa: “Minha ideia, ao fazer isso, foi mostrar a importância de reunir as regras por temas, o que facilita a consulta, corrige distorções e impede a repetição”, disse o democrata, dando como exemplo a existência de quatro dias da Bíblia e “outros repetidos em homenagens a determinadas profissões”.
Talvez por tratar “evangélico” e “Bíblia” como sinônimos, o que, em muitos casos, é uma forma de preconceito, o deputado João Pedro equivocou-se. De fato, a repetição acontece com o Dia do Evangélico, três vezes, e tem um dia da Bíblia.
Veja as datas comemorativas do Estado do Rio de Janeiro mais identificadas com as igrejas cristãs, especialmente as evangélicas, acompanhadas de suas respectivas leis:
FEVEREIRO:
09 -DIA ESTADUAL DA EVANGELIZADORA.
Lei nº 4.649, de 29 de novembro de 2005.
MARÇO
10 -DIA ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA EVANGÉLICA.
Lei nº 3.262, de 01 de outubro de 1999.
19 -DIA ESTADUAL DA FAMÍLIA.
Lei nº 3.064, de 25 de setembro de 1998.
20 -DIA DA FAMÍLIA.
Lei nº 3.820, de 24 de abril de 2002.
ABRIL
10 -DIA DA IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL “O BRASIL PARA CRISTO”.
Lei nº 991, de 15 de maio de 1986.
21 -DIA ESTADUAL DE CLAMOR PELA PAZ.
Lei nº 4338, de 27 de maio de 2004.
MAIO
ÚLTIMO SÁBADO DO MÊS DE MAIO – COMO O DIA DA ORAÇÃO.
Lei nº 2199, de 18 de dezembro de 1993.
JUNHO
09 -DIA DA IGREJA TABERNÁCULO EVANGÉLICO DE JESUS “CASA DA BENÇÃO”.
Lei nº 1.200, de 23 de setembro de 1987.
21 -DIA DO CAPELÃO EVANGÉLICO CIVIL E MILITAR.
Lei nº 4.813, de 11 de julho de 2006.
21 -DIA DA EDUCAÇÃO NÃO-SEXISTA. Lei nº 4.904, de 09 de novembro
de 2006.
2º DOMINGO DO MÊS – O “DIA DO PASTOR EVANGÉLICO”.
Lei nº 2.887, de 06 de janeiro de 1998.
10 A 17 DE JUNHO – SEMANA DE PREVENÇÃO AO ALCOOLISMO.
Lei nº 2.549, de 09 de maio de 1996.
JULHO
09 -DIA ESTADUAL DA ASSEMBLÉIA DE DEUS.
Lei nº 4.194, de 01 de outubro de 2003.
09 -DIA DO EVANGÉLICO.
Lei nº 1.928, de 26 de dezembro de 1991.
09 -DIA ESTADUAL DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS – SEMANA DO EVANGELHO, CUJO PERÍODO COINCIDA COM DIA 09 DE JULHO (DIA DO EVANGÉLICO).
Lei nº 4.608, de 29 de setembro de 2005.
AGOSTO
12 -DIA DAS IGREJAS PRESBITERIANAS.
Lei nº 910, de 01 de novembro de 1985.
19 -DIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS CONGRECIONAIS.
Lei nº 778, de 05 de outubro de 1984.
24 -DIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS BATISTAS.
Lei nº 809, de 13 de dezembro de 1984.
SETEMBRO
02 -DIA DA IGREJA BATISTA NOVA PENIEL.
Lei nº 1.003, de 17 de junho de 1986.
DIA DA IGREJA METODISTA.
Lei nº 1.931, de 26 de dezembro de 1991.
3º DOMINGO – DIA ESTADUAL DA JUVENTUDE EVANGÉLICA.
Lei nº 5.111, de 19 de outubro de 2007.
OUTUBRO
31 – DIA DA REFORMA PROTESTANTE.
Lei nº 2.533, de 02 de abril de 1996.
2º SÁBADO DO MÊS – “DIA DOS DIRIGENTES DE ORAÇÃO”.
Lei nº 4.313, de 29 de abril de 2004.
NOVEMBRO
04 -DIA DA EVANGÉLICA CRISTO VIVE/CRUZADA EVANGELÍSTICA MIGUEL ÂNGELO.
Lei Nº 1.225, de 12 de novembro de 1987.
16 A 22 DE NOVEMBRO – SEMANA DOS EVANGÉLICOS.
Lei nº 2.928, de 30 de abril de 1998.
3º SÁBADO – DIA DO CANTOR EVANGÉLICO.
Lei nº 758, de 22 de junho de 1984.
DEZEMBRO
2º DOMINGO DO MÊS – “DIA DA BÍBLIA”.
Lei nº 2.039, de 26 de novembro de 1992.
(Datas válidas no estado do Rio de Janeiro)
Fonte: Agência Soma / Gospel+
Via: Pavablog

O TERREMOTO NO HAITI !!!

Fundadora da Pastoral da Criança e mais 11 brasileiros morrem em terremoto no Haiti. Veja como ajudar vítimas

como ajudar vítimas            Fundadora da Pastoral da Criança e mais 11 brasileiros morrem em terremoto no Haiti. Veja como ajudar vítimas                    
Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. A Pastoral da Criança é um órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Exército brasileiro divulgou nomes de 4 militares mortos.
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, morreu vítima do terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu o Haiti nesta terça-feira, confirmou nesta quarta-feira o irmão de Arns, Flávio José Arns, senador do PSDB (PR). A informação foi confirmada também pelo ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
A senadora Ideli Salvatti já havia dito mais cedo que Arns estava entre as vítimas do tremor, após participar da reunião, em Brasília, sobre a situação dos brasileiros no país.
A senadora Salvatti, do PT (SC), disse que assessores do planalto informaram durante a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Arns estava na rua quando o tremor ocorreu e que morreu em consequência da tragédia.
Segundo o gabinete do senador, a morte de Arns foi informada à família por Gilberto Carvalho, assessor da Presidência. Flavio Arns embarcou na manhã desta quarta-feira para o Haiti com o ministro Jobim.
Médica pediatra e sanitarista, Arns, 75, fundou e coordena a Pastoral da Criança no Brasil, órgão de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Lula discute a situação dos brasileiros no país com os ministros Nelson Jobim e Celso Amorim. Jobim deve seguir ainda nesta quarta-feira para a capital haitiana, Porto Príncipe, em avião da Força Aérea, para acompanhar no local o desenvolvimento da tragédia.
Brasileiros
O general de brigada do Exército brasileiro Carlos Alberto Neiva Barcellos confirmou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa no quartel-general em Brasília, a morte de quatro militares brasileiros no tremor.
“É possível que tenhamos mais mortes”, afirmou nesta quarta-feira o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.
De acordo com Barcellos, as quatro vítimas são: o sargento Davi Ramos de Lima, o tenente Bruno Ribeiro Mário e os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani. Todos os militares seriam membros do 5º batalhão de infantaria-leve das forças brasileiras no Haiti.
Segundo o centro de comunicação do Exército, as mortes ocorreram fora da base do comando do batalhão do Exército brasileiro no Haiti, cujo prédio não sofreu grandes estragos.
Ao menos outros dez militares ficaram feridos devido o tremor, de acordo com Barcellos. Entre eles, estão: o tenente coronel Alexandre José dos Santos, o capitão Renan Rodrigues de Oliveira, o sargento Danilo do Nascimento de Oliveira, o cabo Eugênio Pesaresi Neto e o soldado Welington Soares Magalhães Neto.
Muitos civis estão à procura da sede militar para obter refúgio após o terremoto. Segundo o general, o comandante do Exército brasileiro Enzo Martins Peri será enviado ao país. Barcellos não confirmou se posteriormente o Exército enviará uma missão para o Haiti.
Há escombros por toda a parte na capital Porto Príncipe, o que impede que carros circulem pela cidade. O incidente comprometeu os sistemas de telefonia fixa e de celular, dificultando o repasse de informações.
Não há energia elétrica na capital, o que tornou as buscas ainda mais difíceis e comprometeu a avaliação dos danos do terremoto nesta madrugada. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, muitos habitantes de Porto Príncipe estão buscando refúgio na base do Comando do Batalhão Brasileiro, menos atingida pelos abalos.
O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Os militares já tiveram participação no socorro às vítimas dos furacões de 2004 e de 2008, que atingiram o Haiti.
A força foi trazida ao país depois de uma sangrenta rebelião em 2004, que seguiu décadas de violencia e pobreza. A missão é liderada pelas tropas brasileiras.
Mais vítimas
Uma fonte militar, citada pela agência de notícias France Presse, disse que três soldados jordanianos da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) morreram no terremoto e outros 21 ficaram feridos.
Eles foram identificados como os majores Atta Issa Hussein e Ashraf Ali Jayus e o cabo Raed Faraj Kal-Khawaldeh. A mesma fonte afirmou que nenhum dos 21 feridos corre risco de morte.
A imprensa estatal chinesa informou que pelo menos oito soldados chineses foram soterrados, e que outros dez estão desaparecidos.
O chanceler francês, Bernard Kouchner, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira que um dos funcionários da embaixada do país no Haiti ficou gravemente ferido.
Jornalistas da agência Associated Press descrevem danos graves e generalizados pelas ruas, onde sangue e corpos podem ser vistos. Segundo a agência, dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas. A rede de TV CNN informou que possui imagens de mortos pelas ruas da capital haitiana, mas que são muito fortes para exibição.
Danos
Mesmo prédios importantes como o palácio presidencial e a sede da missão da ONU não resistiram e sofreram sérios danos. O subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, disse em um comunicado divulgado em Nova York que a sede da missão sofreu graves danos, juntamente com outras instalações das Nações Unidas e que um grande número de pessoas que trabalham para a organização continuava desaparecido.
Há relatos de casas que caíram de barrancos e de um hotel de luxo que teria desabado, soterrando 200 pessoas. Repórteres e testemunhas relatam grande destruição e cenas sangrentas na capital, Porto Príncipe.
As comunicações foram em grande parte interrompidas, tornando impossível obter um quadro completo sobre os danos, enquanto vários tremores que se seguiram ao grande sismo continuaram a assustar a população do país, onde muitas construções são precárias. A eletricidade foi cortada em alguns lugares.
Os embaixadores do Haiti no México e nos Estados Unidos informaram que o presidente René Préval está vivo, apesar do colapso do palácio presidencial
“A situação é muito grave”, especialmente nos bairros mais populares, disse Manuel durante uma entrevista coletiva de no Ministério das Relações Exteriores do México, após conversar com o vice-chanceler mexicano, Salvador Beltrán.
Fonte: Folha Online / Gospel+
Via: Folha Gospel

Ajude as vítimas do terremoto no Haiti

O terremoto no Haiti causou destruição e pode ser afetado cerca de 3 milhões de pessoas, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que alerta, porém, que o número ainda pode mudar porque ainda falta verificar muita coisa sobre a situação no país.
Quem quiser ajudar as vítimas do terremoto tem algumas opções. Como costuma acontecer depois de tragédias, podem aparecer sites falsos pedindo doações, então procure doar para instituições reconhecidas por meio do site delas.
A embaixada do Haiti no Brasil recebe doações em dinheiro por meio da conta corrente abaixo. Os recursos serão recebidos diretamente pela embaixada e administrados por ela, segundo o Banco do Brasil. Podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.
Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. Segundo Silvia Backes, coordenadora do CICV no Brasil, a entidade não recebe outros tipos de doações, como roupas, devido à dificuldade de enviá-las ao país. Ela diz que há uma equipe de ajuda emergencial da Cruz Vermelha saindo de Genebra com toneladas de doações e com equipes de médicos.
Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
O Movimento Viva Rio informou que abriu uma conta para receber doações que serão usadas para compra de alimentos, água e medicamentos.
Presente desde 2004 no Haiti, o Viva Rio mantém uma equipe de mais de 400 pessoas trabalhando nos projetos, sendo nove brasileiros. Doações podem ser feitas na conta:
Nome: Movimento Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
CC: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
O músico haitiano Wyclef Jean recebe doações para ajudar as vítimas do terremoto por meio de sua ONG, a Yelé Haiti. Para doar, acesse o site do Yelé Haiti, clique em “Donate”, escolha o valor da doação e forneça os dados do seu cartão de crédito.
Informações sobre cidadãos brasileiros no Haiti podem ser obtidas no Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, nos telefones abaixo:
(61) 3411-8803
(61) 3411-8805
(61) 3411-8808
(61) 3411-8817
(61) 3411-9718
(61) 8197-2284
Fonte: G1 / Gospel+

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DIVULGAÇÃO - DO FILME "COURAGEOUS" é imperdível ...

Gostou de Desafiando Gigantes e À Prova de Fogo? Os criadores estão preparando um novo filme: Courageous




Gostou de Desafiando Gigantes e À Prova de Fogo? Os criadores estão preparando um novo filme: Courageous
“Courageous” é o novo filme dos irmãos Kendrick, os mesmos criadores de “Desafiando os Gigantes”, “A Virada” e “Prova de Fogo”.
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel
O Tema
Desta vez o tema é paternidade. O novo filme visa trazer aos pais e famílias, de uma forma geral, a importância e a responsabilidade do papel de um pai dentro do lar e na educação dos filhos. Os quatro líderes da Sherwood Pictures possuem família e filhos. Stephen Kendrick tem quatro filhos e Alex Kendrick possui seis filhos.
“Nós nos concentramos no papel crucial do pai. Não se trata apenas de ser um pai que ama seus filhos e sim de ser um pai com propósito”, disse Alex Kendrick, um dos autores e diretor.
Courageous conta a história de quatro policiais que têm a vocação de servir e proteger. Eles enfrentam o perigo todos os dias. Porém, quando a tragédia acontece perto de suas casas, esses pais lutam com suas esperanças, medos e fé. Esta luta trará uma decisão que poderá mudar tudo em suas vidas.
“Durante pouco mais de um ano nós oramos para ter certeza de que a ideia do filme era algo direcionado por Deus”, disse Michael Catt.
O Motivo
Depois de uma vasta pesquisa sobre famílias, a equipe do filme decidiu falar sobre paternidade. No que diz respeito à influência de um pai na formação de futuros cidadãos, temos como exemplo:
- Cerca de 17 milhões de crianças vivendo com mães solteiras;
- 60% dos casais divorciados terem filhos;
- Cerca de 1,9 milhões de pais solteiros terem filhos menores de 18 anos.
Crianças órfãs de pais são mais propensas a:
- Ter distúrbios de comportamento
- Cometer suicídio
- Desenvolver dependências químicas….
“As estatísticas sobre as crianças órfãs são devastadoras”, diz Jim McBride, pastor executivo de Sherwood. “E como a família é o alicerce da sociedade, os pais são as ferramentas mais importantes para reconstruí-la”, acrescenta.
Courageous traz muita ação, drama e humor. Os Kendrick buscam reavivar a promessa de Deus sobre a família de “…transformar os corações dos pais aos filhos, e dos filhos aos pais…” (Lucas1:17). O objetivo é fazer com que os pais em todo o mundo se levantem com coragem, como líderes em suas casas. Vale à pena aguardar por este filme que promete repetir o histórico de sucessos desta dupla.
As filmagens começarão em março de 2010, em Albany, Geórgia. Este promete ser o maior e melhor filme já produzido pela Sherwood Pictures. Com o objetivo de alcançar vidas através do cinema, os irmãos Kendrick começaram a produzir em 2003, com seu primeiro sucesso, “A Virada”, e logo em seguida vieram outros grandes nomes como “Desafiando os Gigantes” e “Prova de Fogo”.
A Sherwood Pictures parte agora para o seu quarto trabalho.
Fonte: Super Gospel / Gospel+
Via: O Verbo

domingo, 10 de janeiro de 2010

O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO DA VINDA DE CRISTO ?


A VINDA DE CRISTO

O Senhor Jesus prometeu: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (Jo. 14:2,3). Ele também disse: "Certamente cedo venho." (Apoc. 22:20). A esperança própria ao Cristão é aguardar o Senhor para qualquer momento. Há muitas indicações que nos levam a concluir que a vinda do Senhor está prestes a acontecer; o Senhor Jesus poderá vir ainda hoje! (Hb. 10:37). É da maior importância notarmos a diferença que existe nas Escrituras entre o arrebatamento e a vinda de Cristo. O arrebatamento não deveria ser confundido com a vinda de Cristo pois, embora o Senhor venha dos céus em ambas ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos completamente diferentes.
O arrebatamento ocorrerá quando o Senhor vier para os Seus santos (Jo. 14:2,3); na Sua vinda, Cristo virá com os Seus santos, os quais foram levados para a glória no arrebatamento (Judas 14; Zac. 14:5).
O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento, enquanto que a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos depois do arrebatamento. No arrebatamento o Senhor virá secretamente, em um piscar de olhos (I Co. 15:52); na Sua vinda Ele virá publicamente e todo olho O verá (Ap. 1:7).
No arrebatamento Ele virá para livrar a igreja (I Tess. 1:10); na Sua vinda Ele virá para livrar Israel (Sl. 6:1-4).
No arrebatamento Ele virá encontrar a Sua igreja nos ares, pois trata-se do Seu povo celestial (I Tess. 4:15-18); na Sua vinda Ele voltará para a terra (o Monte das Oliveiras), para Israel, pois é o Seu povo terrenal (Zac. 14:4,5).
No arrebatamento, é o próprio Senhor Quem reunirá os Seus santos (I Tess. 4:15-18; II Tess. 2:1); na Sua vinda os ímpios serão tirados do mundo, pelos anjos, para julgamento e os que crêem (aqueles que se converteram por meio do evangelho do Reino, que será pregado durante a tribulação) serão deixados para desfrutar de bênçãos sobre a terra (Mt. 13:41-43; 25:41).
No arrebatamento Ele virá para livrar Seus santos (a igreja) da ira vindoura (I Tess. 1:10); na Sua vinda Ele virá para derramar a ira (Ap. 19:15).
No arrebatamento Ele virá como Noivo, para receber Sua noiva, a igreja (Mt. 25:6-10); na Sua vinda Ele virá como o Filho do Homem em juízo sobre os que O rejeitaram (Mt. 24:27,28).
No arrebatamento Ele virá como a "Estrela da Manhã" que aparece logo antes do dia raiar (Ap. 22:16); na Sua vinda Ele virá como o "Sol de Justiça", que é o próprio amanhecer (Mal. 4:2).
No arrebatamento Ele virá sem quaisquer sinais, pois o Cristão anda por fé e não por vista (II Co. 5:7); a Sua vinda, será acompanhada de sinais, pois os Judeus buscam sinais (Lc. 21:11,25-27; I Co. 1:22).
As Escrituras nunca dizem que, no arrebatamento, o Senhor virá "como ladrão, à noite." Na vinda do Senhor, isto sim, Ele virá como um ladrão à noite (I Tess. 5:2; II Pd. 3:10; Mt. 24:43; Ap. 16:15; 3:3).
Em um certo sentido, existem três vindas; Sua vinda para o que era Seu (quando veio ao mundo, Jo. 1:10,11: Hb 10:7), Sua vinda para os que são Seus (no arrebatamento, Jo. 14:2,3; I Tess. 4:15-18), e Sua vinda com os que são Seus (na vinda de Cristo, Jud. 14).
Extraído de "Outline of Prophetic Events" - B. Anstey


livros que tratam desse assunto de DESPERTAMENTO DA HUMANIDADE !!!





sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

CURIOSIDADES - 50 países que foram mais intolerantes ao Cristianismo em 2009...



Lista dos países que mais perseguem a religião
Por Renato Cavallera em sexta-feira, 8 janeiro 2010

A Portas Abertas divulga neste mês a lista dos 50 países que foram mais intolerantes ao cristianismo em 2009. O objetivo é informar a reação dos países ao evangelho e acompanhar aqueles em que a perseguição está se tornando mais intensa. A Coréia do Norte continua em primeiro lugar.
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A Classificação de países por perseguição é uma lista na qual os países são classificados segundo o grau de intolerância para com o cristianismo. A lista é feita a partir de um questionário de 50 perguntas, desenvolvido especificamente para cobrir os diversos aspectos da liberdade religiosa. Uma pontuação é dada de acordo com cada resposta. O número total de pontos determina a posição de cada país na Classificação.

Os dez primeiros

Na primeira posição da Classificação de países por perseguição de 2010 está novamente a Coreia do Norte. No país, atividades religiosas são consideradas uma afronta aos princípios socialistas que imperam. O país ocupa a primeira posição da lista, como o lugar mais intolerante ao cristianismo, desde 2002.

Em 2010, o Irã assumiu o 2º lugar, tomando a posição que a Arábia Saudita ocupou durante oito anos. O reino saudita foi para a 3ª colocação. Apesar de ter descido uma posição, a opressão à Igreja no país não mudou – o fato foi que a perseguição no Irã se tornou mais intensa do que na Arábia Saudita.

A Somália subiu para a 4ª posição como consequência dos ataques que a pequena comunidade cristã sofreu durante o ano. O islamismo é imposto por grupos terroristas no país, e os seguidores de Cristo têm de praticar sua fé em segredo.

O islamismo também é a religião oficial nas Maldivas, Afeganistão, Iêmen e Mauritânia, países que ocupam o 5º, 6º, 7º, e 8º lugar, respectivamente.

A Mauritânia é nova entre os dez primeiros. Ao longo de 2009, a situação no país deteriorou gravemente. Em junho, um agente de ajuda humanitária cristão foi assassinado. No mês seguinte, 35 cristãos mauritanos foram presos e torturados, e, em agosto, 150 cristãos da região foram presos.

O Laos caiu da 8ª para a 9ª posição, mas não houve melhora na situação da liberdade religiosa no país. A atitude do governo quanto à Igreja é negativa e restritiva, e os cristãos vivem sob vigilância, pois são considerados agentes ocidentais encarregados de transformar o país em uma democracia. Mas, apesar disso, a Igreja laosiana continua a crescer.

A liberdade religiosa no Uzbequistão, que permanece na 10ª posição, piorou ao longo de 2009. Muitos cristãos foram presos, multados, interrogados e submetidos a abusos físico e mental. Os familiares de convertidos ao cristianismo geralmente usam de força bruta para fazê-los voltar ao islamismo.

Onde a situação piorou

A situação dos cristãos deteriorou no Azerbaijão, Quirguistão, Tadjiquistão, Tunísia e Vietnã.

No Azerbaijão e no Tadjiquistão, foram aprovadas leis repressivas que controlam a liberdade religiosa. No primeiro país, a lei favorece claramente a comunidade islâmica, enquanto no segundo, ela atinge negativamente todos os grupos religiosos.

Na Tunísia, o controle imposto pelo governo por ocasião das eleições presidenciais influenciou de maneira negativa a situação da Igreja no país.

O Quirguistão, novo na lista, tem visto o islamismo influenciar cada vez mais a vida política e cotidiana da nação. Por conta de uma nova lei religiosa, a oposição aumentou contra os cristãos.

No Vietnã, fiéis e governo se confrontaram por causa de templos que foram ilicitamente confiscados.

Onde a repressão diminuiu

Foram registrados poucos casos de perseguição na Argélia, Índia, Indonésia, Jordânia e Sri Lanka.

A Argélia se rendeu à pressão da mídia internacional, que criticou a hostilidade do governo argelino contra a Igreja em 2008. No entanto, líderes cristãos sentem que a oposição pode voltar a qualquer momento.

A ausência de violência em grande escala na Índia fez com que o país descesse algumas posições na Classificação. Houve menos registros de mortes, agressões e destruições em 2009.

A presente Classificação de países por perseguição foi produzida com base em eventos decorridos entre 1º de novembro de 2008 e 31 de outubro de 2009. Portanto, os meses de novembro e dezembro de 2009 não foram considerados para esta edição.

Para saber mais, acesse a página especial

Fonte: Missão Portas Abertas / Gospel+
Via: Folha Gospel

HISTÓRIA EM VÍDEO - DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL






A instalação da igreja Assembléia de Deus no Brasil. Vídeo criado para relembrar um momento histórico da igreja evangélica no Brasil, vai fazer você voltar um pouco no tempo desses homens de coragem.



Centenário do Movimento Pentecostal Breve Histórico sobre o movimento que se iniciou na Rua Azuza...



uma verdadeira Raridade para deleite de todos os assembleianos, este audio foi encontrado na web, gravado em uma rádio de Santa Catarina a muitos anos atrás, um louvor do missionário Daniel Berg,





Voz de Daniel Berg, pioneiro no movimento pentecostal no Brasil. Viveu de 1883 à 1963, cristocêntrico, suas palavras revelam mansidão e um grande amor pela obra de Cristo. Juntamente com Gunnar Vingren...









CURIOSIDADES - Confira a lista dos 50 mais da história do Rock




A edição de janeiro da edição espanhola estampa a lista dos 50 músicos mais importantes do rock e a imagem de capa mostra um sorridente Mick Jagger ladeado por dois favoritos da revista e de muitos de seus leitores: Bruce Springsteen e Bono.
Em uma lista de 50 são todos -bem, quase todos- os que estão mas não são todos os que são. Explico, lógico que Bob Marley tem a sua importância na história da música, mas daí a incluí-lo dentro do rock...
O mesmo ocorre com Ralf Hutter, fundador do Kraftwerk, pais da música eletrônica, ou com Grandmaster Flash, que redimensionou a técnica do scratch, e se aparecem Stevie Wonder ou Aretha Franklin, por que não Ray Charles?
A lista não contempla o nome de Tony Iommi, sem o qual os riffs do metal não seriam os mesmos, mas ali está Ozzy Osbourne no número 38. E se Mick Jagger é o número 2 por que esqueceram Keith Richards?
Outros ausentes importantes são: Chrissie Hynde, Tom Petty, Jeff Lyne, Steve Harris, Little Richard, Chuck Berry, Frank Zappa, Marc Bolan, Gene Simmons, Phil Lynott, Ian Gillan e Jimmy Page.
Não entendi Bruce Springsteen no nº 1 e muito menos Bono que figura no nº 3 a frente de Bob Dylan e Elvis Presley, números 4 e 5.
Escolheram dois Beatles, John Lennon no nº 6 e Paul McCartney, nº 19.
Para agradar os milhões de fãs post mortem, o Rei do Pop ficou no posto 7, seguido pelo "cara" Jimi Hendrix.
Outro exagero é colocar Thom Yorke no 15º a frente de Morrissey (23º), Neil Young (24º) e Freddie Mercury (31º).
Enfim... polêmica certa nesta lista que você pode ler abaixo:

50. Carole King
49. David Bowie
48. Roger Waters
47. Joey Ramone
46. Angus Young
45. James Hetfield
44. Grandmaster Flash
43. Ralf Hutter
42. Jim Morrison
41. Tina Tuner
40. James Taylor
39. John Lydon
38. Ozzy Osbourne
37. Van Morrison
36. David Byrne
35. Debbie Harry
34. Ian Curtis
33. Robert Smith
32. Ray Davies
31. Freddie Mercury
30. Jerry Lee Lewis
29. Aretha Franklin
28. Eric Clapton
27. Roy Orbison
26. Joe Strummer
25. Gram Parsons
24. Neil Young
23. Morrissey
22. Stevie Wonder
21. Paul Simon
20. Pete Townsend
19. Paul McCartney
18. Leonard Cohen
17. Kurt Cobain
16. Patti Smith
15. Thom Yorke
14. Robert Plant
13. James Brown
12. Janis Joplin
11. Brian Wilson
10. Madonna
9. Bob Marley
8. Jimi Hendrix
7. Michael Jackson
6. John Lennon
5. Elvis
4. Bob Dylan
3. Bono
2. Mick Jagger
1. Bruce Springsteen

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A HUMANIDADE DE JESUS !...


Deus enviou o seu filho amado pra morrer na cruz pelos nossos pecados e salvar a humanidade do seus pecados. Jesus salva, cura, transforma e liberta o homem do pecado, e atraves do seu sangue somos livres.

Quais são os mistérios que ecoam na trajetória do homem que mudou a história da humanidade. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, a revista ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas.


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Confira abaixo a íntegra da matéria:
A descoberta dos restos da casa de uma família que viveu no tempo e na região de Jesus de Nazaré animou arqueólogos e entusiastas bíblicos no último dia 21. Ainda que ela não tenha vínculos diretos com o Messias, essa descoberta joga luz sobre um Jesus que vai além da figura mística que morreu na cruz, como contam os evangelhos do Novo Testamento. Ela alimenta quem vive para especular o lado humano do Filho de Deus, que a Igreja nunca deixou se sobrepor ao divino. Mas o interesse por detalhes históricos de alguém como Cristo é compreensível. Afinal, foi esse judeu da Galileia quem plantou a semente da religião mais influente do mundo. E, para quem lê os evangelhos como relatos biográficos, um erro de princípio, segundo os especialistas, as lacunas parecem implorar por especulações. O Novo Testamento não traz, por exemplo, nenhum registro sobre a vida e as andanças de Cristo entre os 15 e 30 anos de idade. “Porque esses anos não são importantes”, explica Pedro Vasconcelos Lima, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para a igreja, tudo de relevante sobre a missão de Cristo na terra está na “Bíblia”. Mas é o suficiente? A clareira histórica aberta por esses 15 anos perdidos é uma das brechas mais exploradas por estudiosos, uns mais honestos que outros, para especular sobre a vida e Jesus. Mas ela não é a única. Outras foram encontradas nas entrelinhas dos 27 livros, 260 capítulos e 7.957 versículos do Novo Testamento. Mais algumas foram pesquisadas, com base em descobrimentos arqueológicos que variam de objetos do tempo de Jesus a textos de grupos religiosos do cristianismo primitivo, no longínquo século I d.C. E, por mais que a Igreja prefira não tratar de alguns detalhes das faces divina e humana de Cristo, os mais de um bilhão de fiéis não param de fazer perguntas.
“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender a dimensão de sua divindade”, reconhece Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas. Em que época foram escritos os Evangelhos e quem os escreveu? Jesus teve irmãos? Maria foi virgem durante toda sua vida? Jesus estudou? Qual profissão seguiu? Como era fisicamente? Esteve na Índia? Deixou alguma coisa escrita? Teve um relacionamento amoroso com Maria Madalena? Teve filhos? Por mais simples ou absurdas que algumas dessas questões possam parecer, elas merecem uma discussão. “Algumas realmente atormentam a vida dos fiéis”, reconhece o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, membro da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. As respostas apontam caminhos, mas não têm a aspiração de ser definitivas. O estudo científico da vida do Messias ajuda na construção do que se convencionou chamar de Jesus histórico. Em esforço que surgiu no final do século XVIII e ganhou ritmo com importantes e raras descobertas arqueológicas no século XX (leia quadro na página 76), um Jesus que vai além dos relatos bíblicos começou a ganhar forma.
Ele surgiu do debate acadêmico do que podia e não podia ser considerado fonte para o entendimento da vida que o Nazareno levou na Terra. E, como a fé cristã, evolui e ganha novos contornos diariamente. Para o fiel bem resolvido, não há disputa entre o Jesus histórico e o bíblico, ou divino. “Cristo trouxe uma mensagem poderosa de amor e perdão que é inatingível”, afirma Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da PUC-SP. Para quem crê, é esse o legado do homem de Nazaré. Mas toda informação que contribuir para montar o quebra-cabeça dessa que é a mais repetida e famosa história da humanidade será bem-vinda.

Jesus nasceu em Belém ou Nazaré?
Embora os evangelhos de Mateus e Lucas afirmem que Jesus tenha nascido em Belém, é muito provável que isso tenha ocorrido em Nazaré. “Todos os grandes especialistas bíblicos são unânimes em admitir que Jesus nasceu em Nazaré”, afirma Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Ao que tudo indica, Lucas e Mateus teriam escolhido Belém como cidade natal de Jesus para que suas versões da vida de Cristo se alinhassem a uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual o Messias nasceria na Cidade do Rei Judeu, ou seja, a Cidade de Davi, que é Belém. Quanto à afirmação de que Jesus teria nascido em uma manjedoura rodeado de animais, Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é taxativa: “Tanto José quanto Maria provinham de famílias judias nobres e prósperas, de sorte que Jesus nasceu em uma estalagem e não em um estábulo, rodeado de animais”, diz. “José, de família real, não podia ser pobre – era um artesão especializado.” A afirmação de Sylvia é contestada por Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Afirmar que a ascendência nobre de José garantiria o bem-estar da família não faz sentido”, argumenta. Ele lembra que Davi é do ano 1000 a.C. e em um milênio sua fortuna certamente teria se dispersado. “Fora que a ascendência entre os judeus vem de mãe, não de pai”, explica. Para o teólogo, são muitas as fontes independentes que tratam da pobreza da família de José e é quase certo que Jesus tenha nascido em um curral e morado em um gruta com o pai e a mãe, que não eram miseráveis, mas tinham pouca terra e viviam como boa parte dos judeus pobres das áreas rurais.

Quando Jesus nasceu?
Uma coisa é certa: ele não nasceu no dia 25 de dezembro. E a razão é simples. Esta data coincide com o solstício de inverno do Hemisfério Norte, quando uma série de festas pagãs, muito anteriores ao nascimento de Cristo, já aconteciam em homenagem a divindades ligadas ao Sol e a outros astros. Ao que tudo indica, o dia foi adotado pelos católicos primitivos na esperança de cristianizar uma festa pagã. Faz sentido. Jesus também significa “Sol da Justiça”, o que faz dele um belo candidato a substituto de uma efeméride como o solstício de inverno. Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, a Igreja Católica também não sabe qual o dia nem o ano exatos. Os registros abrem um leque relativamente grande de possibilidades. É certo, porém, que o nascimento aconteceu antes da morte do rei Herodes, em 4 a.C., já que foi ele quem pediu o recenseamento que teria obrigado a viagem de Maria e José a Belém. Quanto ao mês e o dia, só há especulações. Para o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, Jesus teria nascido entre os meses de setembro e janeiro, quando, segundo ele, eram tradicionalmente feitos os censos em Belém. Já as pesquisas do astrônomo australiano Dave Reneke mostram que a estrela que teria guiado os Reis Magos apareceu em junho – crença compartilhada por parte da comunidade católica. Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, por sua vez, coloca as fichas no oitavo mês do ano, que, segundo ele, seria o período oficial de recenseamento dos romanos.

Quem e quantos foram os Reis Magos?
Se realmente existiram, os Reis Magos não eram reis e provavelmente não seguiram estrela nenhuma. O único registro dessas figuras nos evangelhos canônicos, ou oficiais, está em Mateus, que fala dos magos do Oriente e de uma estrela seguida por eles. Mas a menção não diz quantos eram os visitantes nem se eram, de fato, reis. “Como esses magos trouxeram três presentes, supõe-se que eram três reis”, explica o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo. A versão atual da história se formou junto com o forjar de diversas tradições católicas durante o primeiro milênio da Era Cristã. Convencionou-se chamar os visitantes de Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia. Também ficou estabelecido que eles teriam trazido incenso, ouro e mirra como presentes ao recém-nascido. Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, os três seriam, ainda, astrólogos ou astrônomos, já que usaram uma estrela para guiá-los até Belém. “Mas não sabemos se a estrela de Belém era mesmo uma estrela”, diz Figueiredo.
“Ela pode ter sido um cometa, uma supernova ou o alinhamento celeste de planetas”, explica. Em consulta ao histórico astronômico de então, Figueiredo descartou a possibilidade de a estrela ser um cometa. Segundo ele, o único fenômeno astronômico desse tipo visível da Terra em anos próximos ao nascimento de Jesus foi a passagem do cometa Halley. Mas o Halley riscou o céu em 12 a.C., no mínimo cinco anos antes do nascimento de Jesus, o que o elimina como candidato a estrela de Belém. Um registro do que hoje chamamos de supernova por astrônomos chineses na constelação de Capricórnio no ano 5 aC. é o candidato mais forte. “A supernova, que é a explosão de uma estrela, cria um forte ponto luminoso no céu”, especula Figueiredo. Ele lembra, ainda, da impressão de movimento que esses fenômenos deixam, o que as alinha com a descrição que se tem da estrela de Belém. A terceira e última possibilidade de explicação astrológica trata do alinhamento de planetas entre os anos 7 a.C. e 6 a.C. Na primeira tese, Júpiter e Saturno se alinharam criando um ponto luminoso que caminhou pelo espaço entre maio e dezembro daquele ano. Já na segunda, Júpiter, Saturno e Marte se aproximaram na constelação de Peixes, formando um único e poderoso ponto luminoso no céu.

Jesus teve irmãos? Maria se manteve virgem?
Muito da discussão em torno dessa pergunta se deve à ambiguidade do termo grego adelphos, que para alguns significa irmão, enquanto para outros significa companheiro, amigo. Nos evangelhos de Mateus e Marcos e na carta de Paulo aos Gálatas, a palavra surge e, para quem é partidário da primeira interpretação, confirma a existência de irmãos e irmãs de Jesus. Segundo Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), se os irmãos existiram, eles seriam seis – quatro homens e duas mulheres –, identificados no Evangelho de Marcos. Silva lembra também que no evangelho apócrifo de José fala-se que o pai de Jesus era viúvo quando se casou com Maria e que teria filhos do primeiro casamento. O teólogo ressalva, porém, que duas situações narradas pelos evangelhos canônicos, tidos como fonte mais confiável, depõem contra essa interpretação. “Esses supostos irmãos dão ordens a Jesus”, argumenta. “Isso jamais aconteceria se eles fossem, de fato, irmãos, porque Jesus foi o primogênito. E o mais velho, na Galileia de então, tinha autoridade sobre a família”, diz.
Soma-se a isso o fato de Jesus ter confiado sua mãe ao apóstolo João no momento da crucificação, segundo está descrito no Evangelho de João, e não a um de seus supostos irmãos. Sabe-se também, a partir dos textos bíblicos, que, além de Maria, mãe de Jesus, nenhum parente direto do Messias estava ao pé da cruz quando ele foi morto. O rechaço da igreja à possibilidade da existência de irmãos de Jesus se explica. Se a teoria fosse verdadeira, iria contra um dos dogmas marianos segundo o qual a mãe de Jesus teria dado à luz virgem e assim permanecido até a assunção de seu corpo aos céus. Por isso o apego ao problema de tradução da palavra adelphos e aos sinais que estão na “Bíblia” da ausência de irmãos (segundo interpretação oficial). Para o padre mariólogo Ademir Bernardelli, da Academia Marial de Aparecida, no interior de São Paulo, a existência ou não de irmãos é mais simbólica do que prática. “A virgindade de Maria é uma tradição que foi criada com o tempo”, diz Bernardelli. “A pergunta pela virgindade no parto ou depois do parto nunca foi um assunto discutido entre a hierarquia católica primitiva, só surgiu depois”, afirma.
Especulação ou não, a tese de que Jesus teria irmãos ganhou força com um precioso achado arqueológico em 2002. Chamado de ossuário de Tiago, o artefato é uma urna de pedra-sabão com as inscrições “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Embora a Igreja conteste as inscrições, feitas em aramaico, o objeto atraiu a atenção tanto de sensacionalistas quanto de estudiosos. A urna é, sem dúvida, legítima e data do tempo de Cristo. Já a autenticidade das inscrições, mais especificamente a parte que diz “irmão de Jesus”, ainda está sendo avaliada pela comunidade arqueológica internacional. Se comprovada, esse seria o primeiro e único objeto vinculado diretamente a Jesus já descoberto.

Jesus estudou? Qual profissão seguiu?
Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, Jesus teve formação intelectual mais rica do que se supõe a partir dos evangelhos. “Era comum, na Antiguidade, que os mais ricos custeassem os estudos dos prodígios apresentados ao conselho do templo”, diz. Cristo era uma dessas crianças brilhantes e certamente não passou despercebido no templo, onde chegou a protagonizar uma cena curiosa, aos 12 anos, quando colocou os sábios para ouvi-lo. Mas mesmo que tenha tido uma formação, Jesus continuou como um homem de hábitos e mentalidade rurais. “Podemos chamá-lo de um caipira antenado, que tinha sensibilidade suficiente tanto para dialogar com o povo quanto com a elite intelectual de sua época”, resume Paulo Augusto Nogueira, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo.
Segundo o americano H. Wayne House, autor do livro “O Jesus que Nunca Existiu”, o Messias provavelmente sabia ler em hebraico e aramaico e escrever em pelo menos um desses idiomas. Suspeita-se, também, que falava um pouco de grego, a língua comercial da época.
Quanto à profissão que seguiu, há controvérsias. E as dúvidas surgem por causa de uma palavra ambígua, usada nos registros mais antigos dos evangelhos. Neles, José é apresentado como “tekton”, uma espécie de artesão que faria as vezes de um mestre de obras. Ele teria, portanto, as habilidades de um carpinteiro, mas não apenas. Jesus e José seriam uma espécie de faz-tudo. Faziam a fundação de uma casa, erguiam paredes como pedreiros e construíam portas como carpinteiros. É sabido também que tinham ovelhas e uma pequena plantação. Portanto, teriam algumas noções de pastoreio e agricultura.

Como era Jesus fisicamente?
A imagem de Cristo que se consagrou foi a de um tipo bem europeu: alto, branco, de olhos azuis, cabelos longos ondulados e barba. Mas são grandes as chances de que essa representação esteja errada. “É praticamente certo que ele não foi um homem alto, a julgar pelos objetos, como camas e portas, deixados por seus contemporâneos”, revela a socióloga e biblista Ana Flora Anderson. O fato é que não há registros fieis da aparência do filho de Maria. Essa ausência de documentos se explica. Para os especialistas, até o ano 30 d.C. pouquíssimas pessoas sabiam quem era Jesus. “Mas ele é Deus encarnado. Então teve um corpo, uma aparência física”, afirma padre Benedito Ferraro, professor de teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), no interior de São Paulo. E se por um lado a existência carnal de Jesus impôs limites físicos a um Deus todo-poderoso, ela deu asas à imaginação e à especulação dos fieis já no século II e III d.C. sobre a aparência desse Deus em carne e osso.
A julgar pelos registros históricos que contam um pouco da vida na região em que Jesus nasceu e foi criado, o Messias deve ter sido um homem baixo, de pele morena e cabelos escuros e encaracolados (à esq., uma reconstituição feita pelo médico especialista em reconstrução facial inglês Richard Neave, da Universidade de Manchester). Por ser um trabalhador braçal, tinha uma estrutura física bem desenvolvida. “Como palestino, deveria ter as características daquele povo”, lembra frei Betto, dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Esse é o máximo a que chega a especulação baseada em estudos. “Não saberemos nem precisamos saber da real aparência de Jesus – ela não importa”, afirma o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai).

Jesus foi à Índia?
Teria Cristo pregado às margens do rio Ganges? Quem garante de pés juntos que ele esteve na Índia, cita duas possibilidades cronológicas. A primeira, durante os chamados anos perdidos, dos 12 ou 14 anos de idade aos 28 ou 30 anos. A segunda, depois da ressurreição. Ambas as afirmações são extremamente controversas e têm tanto apaixonados defensores quanto vigorosos detratores. O teológo americano H. Wayne House, do Dallas Theological Seminary no Texas, Estados Unidos, não acredita na visita de Jesus à Índia, mas reconhece que são muitas as fontes que narram uma suposta passagem do Messias, não só pela Índia, mas também pela região das Cordilheiras do Himalaia. Um texto hindu do século I d.C. menciona a suposta visita de Cristo ao rei Shalivahan, empossado mandatário da cidade de Paithan, no Estado de Maharashtra, em 78 d.C.
Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é fervorosa defensora da visita de Jesus à Índia. “Há dezenas de textos de eruditos orientais que confirmam a estada de Jesus na Índia e em regiões vizinhas na época”, conta ela em seu livro. Segundo Sylvia, Jesus recebeu diferentes nomes nas culturas pelas quais circulou, entre eles “Issa”, “Isa”, “Yuz Asaf”, “Budasaf”, “Yuz Asaph”, “San Issa” e “Yesu”.
Para a maioria dos cristãos, essas afirmações são absurdas. “Esses nomes são muito comuns na Índia, não permitem concluir que se referem ao Jesus que reconhecemos como Cristo”, sentencia Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Silva explica que uma série de documentos reunidos em livro do alemão Holger Kersten chamado “Jesus Viveu na Índia”, de 1986, incendiaram uma discussão vazia sobre o assunto. “Isso é uma picaretagem”, afirma o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Para ele, explorar esse tipo de ideia é caminhar no limite ético da especulação. “Era uma época de efervescência religiosa”, lembra o teólogo Fernando Altemeyer, colega de Lima na PUC-SP. “Um sem-número de sujeitos com o nome Issa ou Yesu pode ter aparecido na Índia e se anunciado profeta ou liderança de Israel”, lembra. Há também o argumento das dificuldades e custos de uma viagem como essa no século I d.C. Jesus, muito provavelmente, não teria como arcar com as despesas de uma empreitada desse tipo.

Jesus foi tentado pelo demônio no deserto?
Que Jesus foi tentado no deserto, não há dúvida. O episódio é relatado por três evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, e citado pelo quarto, João. O que se questiona é a natureza do demônio que se apresenta a ele. Seria ele o demônio feito homem ou apenas uma síntese simbólica das tentações às quais todos os seres humanos estão sujeitos? Para o padre Vicente André de Oliveira, mariólogo da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, a tentação do demônio é simbólica. “O deserto e o demônio são maneiras de ilustrar o encontro de Jesus com suas limitações como homem”, diz Oliveira. Simbólico ou não, o encontro aconteceu. E para o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib), segundo os textos oficiais, o demônio se materializa diante de Jesus. Nesse sentido, ele tinha uma aparência física, apesar de ela não estar descrita. Pelos relatos de Mateus e Lucas, sabe-se apenas da conversa entre o Filho de Deus e Satanás. “Eram tentações que tinham como objetivo tirar Jesus de seu caminho”, lembra o mariólogo. A saber: a tentação do poder, da vaidade e do exibicionismo.
Jesus já gozava de fama quando foi levado pelo Espírito Santo para passar 40 dias e 40 noites no deserto. Se quisesse um cargo público na burocracia romana, por exemplo, era praticamente certo que o conseguiria e, com ele, viriam fartos benefícios. Mas isso seria se entregar às tentações. Ele resistiu e saiu recompensado, na visão dos cristãos.

Jesus era um judeu taumaturgo?
Judeus taumaturgos eram figuras muito comuns no tempo de Jesus: homens que circulavam pela Galileia fazendo milagres como uma espécie de mágico. Mas, para a maioria dos especialistas, não há possibilidade de Cristo ter sido um deles, apesar de suas andanças e milagres. A afirmação vem de muitas fontes. “Jesus pedia segredo dos milagres que fazia, não cobrava por eles e evitou fazer curas diante de quem tinha meios de recompensá-lo”, explica Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Segundo ele, os taumaturgos jamais agiriam dessa maneira. “Eles eram profissionais da cura. Jesus, não.” Outra diferença importante entre Jesus e os taumaturgos era que o Messias apresentava Deus de maneira acessível aos fiéis. Diferentemente dos taumaturgos, que valorizavam uma espécie de canal exclusivo que teriam com o divino para operar seus milagres, Jesus tentava ensinar as pessoas a cultivar o contato com Deus. E, assim, receber suas graças sem intermediários.
Mas a fama de Jesus como um judeu taumaturgo existiu e, em alguns lugares, ainda existe. Quem afirma é Giordano Cimadon, coordenador da Associação Gnóstica de Curitiba e membro de um dos braços brasileiros do gnosticismo, grupo religioso que condiciona a salvação ao conhecimento. Ele conta que, no início da Idade Média, provavelmente no século VII, alguns escritos chamados “Toledoth Yeshu”, que significa algo como o “Livro da Vida de Jesus”, circularam tentando expor Cristo como mais um entre os muitos judeus taumaturgos da Galileia. “A obra, que mostra Jesus como um falso Messias, circulou também como tradição oral”, conta Cimadon. Depois, ela foi redigida em aramaico e traduzida para ídiche, ladino e latim. A versão mais famosa foi compilada pelo alemão Johann Wagenseil e impressa na segunda metade do século XVII. O texto cria polêmica até hoje por divulgar uma versão deturpada supostamente por grupos de judeus da vida de Jesus. Argumenta-se que ela foi usada para legitimar o antissemitismo entre os séculos XIII e XX.

Qual a relação de Jesus com seus apóstolos?
Há quem argumente que a escolha que Jesus fez dos discípulos tenha sido um desastre. Não houve um sequer, por exemplo, que o acompanhasse durante a crucificação. Mas a Igreja Católica garante que ele confiava nos apóstolos que escolheu, inclusive nos que o traíram. Para o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo, Cristo tinha plena consciência de que lidava com homens e que os homens têm suas limitações. “É a beleza da obra de Jesus”, diz. Cristo tratava todos com igualdade, mas com Pedro, João e Tiago tinha mais intimidade. Mesmo sabendo que Pedro, por exemplo, negaria conhecê-lo em três ocasiões no dia de sua morte. Da mesma maneira, Jesus escolheu Judas, que também o traiu. Sobre ele, há farta literatura. Em evangelho atribuído a Judas, o apóstolo não aparece como traidor, mas como engrenagem fundamental do projeto de Deus , pois sem ele Jesus não seria crucificado e não se martirizaria para salvar os homens.

Com que idade Jesus morreu?
Provavelmente não morreu com os consagrados 33 anos. Essa marca foi estabelecida pela tradição durante os primeiros séculos do cristianismo primitivo – ou seja, não há nada que a comprove. Para o espanhol Ramón Teja Cuso, professor de história antiga da Universidade da Cantábria, Jesus não poderia ter morrido com 33 anos. Se ele nasceu entre os anos 6 a.C. e 5 a.C. e Pôncio Pilatos, algoz de Jesus, ocupou o cargo de prefeito da Judeia entre 29 d.C. e 37 d.C., o Messias morreu com, no mínimo, 34 anos e no máximo 43 anos.
Já o professor de filologia grega da Universidade Complutense de Madri, Antonio Piñero, usa a astronomia para fazer suas estimativas. Segundo ele, analisando o calendário de luas cheias no dia da Páscoa judaica, e existem registros desse fenômeno na data da crucificação, há apenas duas possibilidades de morte de Jesus dentro da janela estabelecida pelo professor Teja: 7 de abril de 30 d.C. e 3 de abril de 33 d.C. Nesse sentido, Jesus teria morrido com 36 anos ou 39 anos. Ainda assim, essas são apenas conjecturas. Elas dependem de variáveis que não podem ser verificadas, como, por exemplo, o relato de que havia uma lua cheia na ocasião da morte de Jesus ou que seu ministério teria durado três anos. O ano certo, portanto, dificilmente será conhecido, mas sabe-se, com uma margem mínima de dúvida, que foi entre os anos 29 d.C. e 37 d.C.
O dia da semana é consenso. De acordo com a “Bíblia de Jerusalém”, a tradução mais fiel dos originais das Sagradas Escrituras, Jesus morreu em uma sexta-feira, dia 14 de Nisã, que equivale, no calendário judaico, a 30 dias entre os meses de abril e março. A crença de que essa é a data correta é quase unânime entre os especialistas ouvidos por ISTOÉ.

Jesus manteve um relacionamento amoroso com Maria Madalena?
Como a questão que envolve as possíveis viagens de Jesus ao Vale do Rio Ganges, essa é uma pergunta que gera discussões acaloradas. Um dos grupos que defendem a relação de amor carnal entre Jesus e Maria Madalena com mais fervor é o dos gnósticos. Como Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”. Para ela, Jesus conheceu Maria Madalena ainda na infância e se casou com ela no que ficou conhecido, nos evangelhos, como o episódio das Bodas de Caná. Nessa ocasião, Jesus transformou água em vinho, que era parte fundamental da cerimônia do matrimônio. “Maria, mãe de Jesus, não ignorava que, pelos costumes judaicos, o noivo era responsável pela distribuição do vinho”, diz Sylvia. “Então quem fabricou o vinho oferecido aos convidados em Caná? Jesus. Era ele o noivo”, afirma em seu livro.
Outro indicador de que Jesus e Maria Madalena teriam uma relação amorosa estaria registrado no evangelho apócrifo de Filipe. Nele estaria escrito que Jesus beijava Maria Madalena na boca – afirmação constestada por uma corrente de tradutores. Ela, por sua vez, o compreendia melhor do que qualquer discípulo. A certa altura, os apóstolos chegam a demonstrar ciúme.
A americana Sylvia vai mais longe. Ela sustenta que Jesus teve filhos com Maria Madalena. As crianças teriam nascido depois da suposta morte de Cristo, que, segundo ela, foi forjada com a ajuda de Pôncio Pilatos e José de Arimateia. Ambos teriam tirado Jesus e Maria Madalena da Galileia num barco que passou pela Turquia e Caxemira, até aportar na França. Durante a estada na Turquia, a primeira filha do casal Jesus e Maria Madalena, chamada Sara, teria nascido. Outra menina e dois meninos teriam sido gerados já na França.
A Igreja Católica rechaça qualquer possibilidade de relação de amor carnal e, portanto, de filhos entre os dois. “Jesus deixou sim descendentes, espiritualmente, bilhões deles espalhados por todo o planeta”, afirma o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. A instituição religiosa reconhece, porém, que Maria Madalena era de fato muito próxima de Jesus. “Para os homens daquela época, ver Jesus confiar segredos a uma mulher era uma afronta”, lembra o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai). “Mas da simples confiança concluir que havia uma relação matrimonial é deduzir demais.”
O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rodrigo Pereira da Silva lembra que quando o livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown, foi lançado, em 2003, um sem-número de supostos especialistas surgiu para confirmar o que o próprio autor havia classificado de ficção. Uma das afirmações seria de que Leonardo Da Vinci retratou Maria Madalena, e não o apóstolo João, ao lado de Cristo na “Santa Ceia”. “Criei um curso com a Coordenadoria-Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae) da PUC-SP só para esclarecer a confusão criada pela obra”, lembra. Batizada de “O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos: Polêmicas”, a disciplina foi um sucesso. Ainda assim, muitas das afirmações do livro, que vendeu cerca de 80 milhões de cópias e foi traduzido para mais de 40 idiomas, permaneceram como aparentes verdades para muitos. “Mas não são”, sentencia Silva.

Jesus deixou algo escrito?
“É mais fácil encontrar os vestígios de um palácio do que de uma choupana”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Com essa afirmação, Lima resume o argumento que explica a inexistência não só de qualquer documento escrito por Jesus, mas de objetos que tenham ligação direta com ele. É que, no início do século I d.C., Cristo não tinha nenhuma importância. E, historicamente, os documentos mais antigos só registram os feitos de estadistas e donos de grandes fortunas – como sabemos, ele não foi nenhum dos dois. O único registro que se tem de Jesus escrevendo está nos evangelhos. Eles relatam o episódio da adúltera que seria apedrejada até a morte – supostamente Maria Madalena –, mas que foi salva pelo Messias. Cristo teria escrito algo na areia para afastar quem queria matar a mulher. “Não sabemos o que foi, mas podem ter sido os nomes de quem havia se encontrado com ela, talvez alguém importante ou até alguns dos que queriam apedrejá-la”, explica o cônego Celso Pedro da Silva. Fora isso, porém, não há absolutamente nada escrito por Jesus que tenha sido encontrado – ou para ser achado, suspeita-se. Na melhor das hipóteses, pode haver anotações de um ou outro fiel feitas durante uma das pregações de Cristo. Mas, até hoje, esses registros permanecem perdidos.

Quem escreveu os evangelhos? E quando?
A própria Igreja Católica reconhece que não há como saber se os evangelhos foram, de fato, escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Nos textos não há menção aos autores. Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, usa essas supostas brechas nas escrituras para tecer suas teorias. Ela lembra que a “Bíblia” como a conhecemos só tomou forma a partir do Concílio de Niceia, em 325 d.C., e que nesses três séculos a Igreja manipulou transcrições e traduções dos evangelhos para que eles divulgassem uma mensagem alinhada ao projeto de expansão da instituição. Sylvia sustenta ainda que os evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos foram escritos pela mesma pessoa e que apenas o de João teve um autor exclusivo. Supostas contradições, omissões e coincidências seriam sinais da manipulação.
A teoria da coautoria começou a tomar forma no início do século XVIII, com os trabalhos do teólogo protestante alemão Heinrich Julius Holtzmann e do filólogo Karl Lachmann. Chamada de “Questão Sinótica”, ela tem apoio de importantes estudiosos da atualidade, como o inglês Marc Goodacre, responsável pelo núcleo de estudos do Novo Testamento na Universidade Duke, na Inglaterra, e John Dominic Crossan, teólogo e fundador do controverso Jesus Seminar. Em 1968, um outro pesquisador inglês, A.M. Honoré, chegou a fazer um levantamento mostrando que 89% do que está em Marcos se encontra em Mateus, enquanto 72% de Marcos está em Lucas.
“Isso é uma besteira”, argumenta o teólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fernando Altemeyer. Para ele, não há contradição nos evangelhos e as omissões e coincidências são justificáveis. “Os evangelhos não foram escritos como biografias de Jesus”, reforça o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Eles contam as partes da vida do Messias que têm importância”, conclui. Os relatos da vida de Cristo que não entraram para o Novo Testamento circulam com o título de evangelhos apócrifos. Entre os séculos XIX e XX houve uma explosão nas descobertas desse tipo de documento. Hoje já são mais de 15 os relatos extraoficiais. A Igreja não os reconhece, embora utilize parte dos que datam dos séculos I d.C. e II d.C. para reconstruir o dia a dia de Jesus, que viveu como mais um dos milhares de judeus remediados da Galileia.
Os evangelhos também não foram escritos logo depois que os fatos aconteceram. Eles datam dos anos 70 d.C. e 90 d.C. e foram redigidos, provavelmente, em aramaico e hebraico. Chegaram até nós por meio de cópias, pois os originais foram perdidos. Não se tem registro de como isso aconteceu, mas não seria difícil danificar um manuscrito em papiro no tempo de Jesus. As cópias foram descobertas em fragmentos e reconstruídas por pesquisadores alemães no início do século XIX. A mais antiga, em papiro grego, data do século II d.C. e foi reconstruída no século XIX pela equipe Nestle & Alland, de Stuttgart, na Alemanha.

O que diz a arqueologia?
Só a arqueologia é capaz de preencher as imensas lacunas que compõem a trajetória de Jesus na Terra. Ao se debruçar sobre os costumes e a cultura do tempo do Messias, através de buscas por monumentos, documentos e objetos que compunham aquela época, os pesquisadores da área se movimentam para saciar as centenas de indagações acerca do judeu que mudou a história da humanidade. Praticamente não há esperanças de se achar algo diretamente ligado a Jesus Cristo ou à sua família. Mas há expectativa de se encontrar objetos relacionados a contemporâneos, da mesma classe social, que moravam na Galileia. Nesse quesito, o século XX foi recheado de conquistas. Novas técnicas e o renovado interesse por provar, ou desmentir, o que foi escrito pelos evangelistas alimentaram as buscas pelo que sobrou do tempo de Jesus. E as descobertas foram importantes. Entre papiros e pergaminhos, jarros, urnas, pedras e ruínas comprovou-se parte do que disseram Mateus, Marcos Lucas e João (leia quadro).
Mas, quando o assunto é arqueologia, todo cuidado é pouco. Nem tudo é o que parece. Por isso, o processo de verificação da autenticidade dos objetos é lento e rigoroso. Que o digam os estudiosos do que ainda vem sendo considerado o último grande achado do tempo de Cristo: uma urna que conteria os ossos de Tiago, irmão do Messias. Revelada em 2002, ela já foi reconhecida como objeto do tempo de Cristo, mas as inscrições em aramaico que a identificam como sendo de Tiago ainda estão sob avaliação da comunidade arqueológica internacional. “Pude ver o ossuário em primeira mão, quando estive em Israel no começo de 2009”, conta Rodrigo Pereira da Silva, teólogo, filósofo e doutor em teologia bíblica com pós-doutorado em arqueologia na Andrews University, nos Estados Unidos. “Mas ainda há muito o que ser feito para validar as inscrições.”
Professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), Silva também é arqueólogo e já participou de escavações em Israel, na Jordânia, no Sudão e na Espanha. Ele conta que, no caso da urna de Tiago, se comprovada a autenticidade de seus escritos em aramaico, esse será o primeiro artefato arqueológico com vínculos diretos com Jesus. No dia 21 de dezembro, um outro achado empolgou os arqueólogos. Foram encontrados os restos de uma casa humilde de Nazaré que datam do século I d.C. Com dois quartos, um pátio e uma cisterna, ela ajuda a resconstruir a vida de judeus do tempo de Cristo. “As informações vêm sempre fragmentadas”, explica Pedro Vasconcelos Lima, professor de teologia e presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Não podemos esquecer que esses fragmentos não foram criados para responder às nossas perguntas e, por isso, precisam de um cuidadoso trabalho de contextualização.”
Enquanto a contextualização segue a todo vapor, nos departamentos acadêmicos das melhores universidades do planeta, o trabalho de campo tem encontrado mais obstáculos do que de costume. Como se o calor, a areia e as outras tantas dificuldades usuais da arqueologia já não fossem suficientes, questões políticas das regiões escavadas têm influenciado pesadamente as áreas disponíveis para exploração. “Vemos muitas descobertas se esgotarem nelas mesmas”, explica Rafael Rodrigues da Silva, professor do Departamento de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e teólogo do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi). “O sujeito faz a descoberta, quer escavar o entorno, buscar outros sinais e não pode”, afirma. É que boa parte da terra onde estão enterrados muitos desses objetos está em áreas de constante disputa, como é o caso de porções territoriais de Israel. “Se o século XX foi bom para a arqueologia, dos anos 90 para cá temos visto uma calmaria nos achados – mesmo com essa história do ossuário de Tiago”, afirma o professor Silva. Sem achados, sem história.
Fonte: Revista Isto É – Edição 2094 de 23 de dezembro de 2009 / Gospel+
Via: Gospel Prime

Bíblia para Surfista é a nova investida da Sociedade Bíblica...


Bíblia para Surfista é a nova investida da Sociedade Bíblica “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15). Para alcançar o maior número de pessoas possível e, assim, seguir a Palavra de Deus, há uma infinidade de Bíblias personalisadas entrando no mercado. Uma delas surgiu através de um trabalho conjunto da Sociedade Bíblica Portuguesa e da organização Surfistas Internacionais de Cristo e foi apresentada nesta terça-feira, 5 de janeiro, no Museu das Comunicações, em Lisboa, Portugal. Essa edição do Livro Sagrado é preparada especialmente para os praticantes de surfe.
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel A publicação especial foi desenvolvida por surfistas que integram a entidade, constituída por praticantes do esporte dos mais diversos tipos: homens e mulheres, surfistas de long-board e de short-board, bodyboarders, shapers e simples amantes de praia integrando diferentes denominações cristãs.
Além da apresentação técnica, a sessão contou ainda com música, testemunhos de surfistas, leituras selecionadas, bufê e uma visita à Exposição Multimédia “A Bíblia para todos – a Palavra, as pessoas e as tecnologias” (com a instalação “Bios Bíblia”, com o robô copista).
A Bíblia do surfista é um livro que reúne textos bíblicos, explicando-os em linguagem adaptada ao mundo do surfe para que estes desportistas melhor os entendam e, com a sua ajuda, consigam um dia apanhar “a onda perfeita”.
De acordo com Alfredo Abreu, da Sociedade Bíblica portuguesa, que produziu esta Bíblia para a comunidade, o objetivo é facilitar a entrada do público nestes textos milenares. Ele disse ter descoberto que muitos jovens procuram uma relação com uma comunidade espiritual, mas “estão escondidos”.
Para Abreu, os surfistas encontram nas ondas a satisfação e o prazer que não encontravam em outro desporto ou atividade, mas a satisfação não era completa, porque existem “necessidades espirituais que a sociedade não satisfaz”.
Num dos textos introdutórios da Bíblia, está escrito que nas histórias partilhadas por surfistas se percebe “a necessidade de algo mais consistente e permanente do que ondas, algo mais profundo que não varie com a maré ou com o vento e que não acabe nunca – a onda perfeita”.
Fonte: Arca Universal / Gospel+

CURIOSIDADES - ESPIRITISMO 20 Erros dos Ensinos Espíritas Claramente Definidos




1o.) O uso da Bíblia só segundo pareça conveniente, incoerentemente segmentando o seu conteúdo, usando e abusando de seus textos, sentenças e mesmo palavras isoladas, sem levar em conta O TEOR GLOBAL de seu ensino, mesmo desqualificando-a como um livro indigno de confiança quando suas palavras não pareçam convenientes, encontrando “contradições gritantes” em sua mensagem, o que torna o seu emprego pelos próprios espíritas como injustificável, já que é um livro que não serve para defender doutrinas (a não ser as espíritas, em segmentos seletos).


2o.) A visão distorcida da Divindade, negando que tenhamos um “Deus pessoal” e deixando de entender que Deus não é só AMOR, como também JUSTIÇA. Esse tipo de Deus “Saci Pererê” do espiritismo (que se apóia só sobre uma “perna”—a do amor), com a imagem do Deus bíblico condenada como injusto por causa de relatos do Velho Testamento que espíritas não conseguem entender à luz de sua contextualização cultural, histórica, e dentro do TEOR GLOBAL do ensino bíblico, impede-os de realmente entender que na cruz houve o encontro de AMOR e JUSTIÇA (Salmo 85:10).


3o.) A visão até ingênua de que o Novo Testamento é superior ao Velho no que tange aos atos divinos, por causa do muito "sangue derramado" da primeira parte das Escrituras, quando no Novo Testamento há até mais sangue derramado, como nos relato das fulminantes mortes de Ananias e Safira (Atos 5), o apedrejamento de Estêvão (Atos 7:54-50), a morte de Herodes, comido por vermes (Atos 12:20-23), e especialmente nas descrições detalhadas do castigo final aos ímpios em Apocalipse, especialmente 14:19, 20 (o lagar do castigo com sangue que se espalha por quase 300 km), com ainda a festança das aves sobre as carnes dos inimigos do povo de Deus (19:20, 21). Estas passagens mostram a severidade do castigo divino, pois Deus não é só amor, mas também justiça, como já destacado no 2o. tópico, acima.


4o.) A negação da Divindade de Cristo, colocando-O na categoria de um ser criado, em vez de ser Ele próprio o Criador de todas as coisas, como lemos em João 1:1-3 (“todas as coisas foram feitas por Ele [o Verbo que Se fez carne], e sem Ele nada do que foi feito se fez"), confirmado por Hebreus 1:2.  Cristo tinha o título de “filho do homem” e “Filho de Deus” pois falava segundo duas perspectivas--como o próprio Deus feito carne, de modo muito além de nossa limitada compreensão, e como o submisso “Servo sofredor” que aceitou assumir a taça do sofrimento e dor humanos para pagar o preço do pecado. Assim, ninguém terá desculpas no Juízo de que Deus não pode Ser um justo juiz por desconhecer por experiência própria as lutas e sofrimento do homem nesta vida. Ele conhece, sim, as nossas dores, pois foi “ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).


5o.) A noção de que Cristo veio trazer uma nova e revolucionária legislação, eliminando os 10 Mandamentos como normativos aos cristãos e trocando-os pela “lei áurea” de “amor a Deus” e “amor ao próximo”, quando em tal “lei áurea” Ele apenas repete o que Moisés já havia dito em Lev. 19:18 e Deu. 6:5, sintetizando a lei divina. Sempre, em todos os tempos, a lei de Deus teve como princípio subjacente o amor—a Deus e aos semelhantes, pelo que Cristo não apresentou nenhuma “novidade cristã” como pensam os espíritas e outros mais.


6o.) A negligência em dedicar o sétimo dia da lei divina—que tem os primeiros quatro mandamentos tratando do aspecto do “amor a Deus sobre todas as coisas” da “lei áurea”—ao Senhor, enquanto destaca só a segunda parte dessa “lei áurea”, do “amor ao próximo como a nós mesmos”, embora Jesus tenha atribuído peso idêntico a ambos os preceitos básicos de Sua lei, com prioridade inclusive ao “amor a Deus sobre todas as coisas” (Mat. 22:36-40 e 10:37). Sendo que o sábado é indicado como “sinal” entre Deus e o Seu povo (Êxo. 31:17 e Eze. 20:12, 20), não contando com tal sinal (ou “selo”, cf. Rom. 4:11), os espíritas não podem identificar-se como pertencendo ao povo de Deus, especialmente quando negligenciam cumprir outras ordenanças típicas da fé cristã.


7o.) A negação do conceito de “pecado”, ante a alegação de que os homens é que formulam as suas leis, com o que a idéia de “lei de Deus” não faz sentido, por serem as leis “restritivas” e prejudiciais à liberdade humana. A Bíblia, porém, ensina que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sal. 19:7) e que “pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Tal como as leis de um país nos informam sobre o tipo de governo que o dirige, a lei de Deus é um transcrito do Seu caráter. Assim como “Deus é amor”, Sua lei será de amor. E como Deus é justo, Sua lei será a máxima expressão de justiça. Ademais, a genuína liberdade só existe no respeito à lei divina, pois os que vivem sob a escravidão do erro e da maldade assim se acham exatamente por desconsiderarem tal lei, daí sofrendo severas conseqüências. As leis de Deus visam ao nosso melhor bem, e não a nosso prejuízo.


8o.) A não-adoção de sacramentos cristãos típicos e claramente instituídos ou endossados por Jesus Cristo, como o batismo e a Santa Ceia, confirmados por Paulo como essenciais para a expressão da fé no que Cristo realizou por nós, dedicação e reconsagração de vida segundo o Novo Caminho indicado na Palavra de Deus que é assumido por aquele que crê.


9o.) A negação da existência de Satanás e demônios a seu serviço, o que torna a Jesus um mentiroso, pois Ele deu testemunho claro da existência de tal ser ao dizer: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu” (Luc. 10:18), além dos muitos relatos bíblicos de Seus confrontos com demônios que expulsava de vitimados por seu domínio, bem como o relato de Sua tentação no deserto, relatada por diferentes evangelistas, quando confrontou o diabo e o derrotou à base do Sola Scriptura. O “está escrito” foi a grande arma de Cristo, não realizações sobrenaturais, de que Ele poderia tranqüilamente valer-Se (ver Mateus 4 e Lucas 4).


10o.) A negação do castigo eterno aos pecadores impenitentes, já que se prega uma idéia de evolução constante pela qual os indivíduos aprenderão com os erros de uma vida para corrigi-los numa próxima existência, assim evoluindo na sua jornada pelas várias vidas mediante a reencarnação, com o que os malfeitos se eliminam gradualmente. Jesus, porém, advertiu: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mat. 7:13). E a linguagem de condenação eterna dos que forem até o fim sem se arrepender é claríssima em muitas passagens tanto do Velho quanto do Novo Testamento. O próprio Cristo anunciou que no final haverá a ressurreição da vida e a ressurreição da condenação, e que os que não aceitarem a oferta de Salvação propiciada por Deus Nele irão perecer, pois “quem crê e for batizado, será salvo; quem não crê, será condenado” (João 5:28, 29 e Mar. 16:16).


11o.) A tese de salvação universal, noção que não inspira ninguém a crescer espiritualmente, já que sempre se pode deixar para depois o devido preparo e progresso ético, moral, espiritual, sendo que no final todos terão o mesmo destino, mais cedo ou mais tarde chegando lá. Jesus não disse para ninguém conformar-se em ser um cristão “mais ou menos” e sim desafiou a todos: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mat. 5:48).


12o.) A idéia de salvação dever-se às obras humanas, uma impossibilidade que contraria o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, sobretudo diante da exposição clara, didática, insofismável de Paulo [o “codificador dos evangelhos”] quanto ao papel da graça de Deus como única fonte de salvação, sendo as obras mera demonstração da genuinidade da fé salvadora. Qualquer noção de que obras humanas, imperfeitas como sempre serão, “contem pontos” para a salvação é uma afronta ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. É o mesmo que dizer-Lhe que o Seu supremo sacrifício expiatório foi incompleto, daí precisamos acrescentar algo de nossa própria experiência à experiência Dele, num impossível paralelo do humano e imperfeito com o divino e absolutamente perfeito.


13o.) O apego à experiência sobrenatural, o “ver” e o “sentir” como base da fé, quando Jesus louvou os que creram sem ver ou sentir: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29). Muitos gostam de sentir-se “especiais”, “usados por Deus”, e espíritas convertidos ao evangelho de Jesus Cristo contam que uma das coisas que os atraíram a essa religião foi justamente a vaidade que lhes é incutida de terem dons de “mediunidade”, ou uma “missão a cumprir” entre os homens. Paulo acentuou, citando um profeta bíblico, que “o justo viverá pela fé” (Rom. 1:17, cf. Hab. 2:4).


14o.) A noção típica de todos os povos pagãos, do presente e do passado, de que o homem é um ser dualístico, formado por um corpo material e uma alma imortal, que prossegue viva e consciente na morte, quando o ensino bíblico é de que Deus criou o homem para viver como um ser físico, num paraíso físico, e que por conseqüência do pecado passou a experimentar a morte. A única forma de restaurar a vida é pela RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, que representa a vitória sobre a morte e a sepultura, como diz Paulo em 1 Cor. 15:54, 55. Entre a morte e a ressurreição nada existe, pois os que morrem, como no sono, nada sabem do que se passa, não têm conhecimento de coisa alguma e adentram o mundo do silêncio (Ecl. 9:5, 6, 10; Sal. 6:5 e 115:17).


15o.) A noção de reencarnação, negando o claro ensino bíblico de que só mediante a ressurreição dos mortos, bem detalhadamente descrita em várias passagens, como Ezequiel 37, 1 Coríntios 15, 1 Tessalonicenses 4:13-16, é que alcançaremos a vida eterna, que é apresentada na Bíblia como um dom de Deus aos que se habilitarem a para sempre habitar nos lugares que Cristo prometeu preparar para os Seus fiéis, e que iriam ser ocupados quando Ele retornasse para vir buscar os Seus (ver Rom. 2:7; 2a. Tim. 1:10 e João 14:1-3).


16o.) A negação da volta de Cristo em glória e majestade, embora citem textos como Mateus 16:27 que fala claramente dessa volta, e muitos outros claros versos das Escrituras. E Sua volta é a única saída para tirar o homem do “aperreio” em que se acha, em decadência moral e espiritual clara e evidente, e não o progresso rumo a um róseo futuro, como indicado pelo espiritismo.


17o.) A própria idéia de que graças às contínuas reencarnações a humanidade só tem melhorado e só haverá de melhorar mais e mais no futuro, quando isso não só está inteiramente fora da realidade, com nega as profecias bíblicas, proferidas pelo próprio Cristo, que fala que os tempos que antecederiam a Sua volta literal e visível seriam uma repetição da maldade de Sodoma e Gomorra, ou dos dias anteriores ao dilúvio. Isso é confirmado por Paulo, Pedro e outros autores bíblicos.


18o.) A possibilidade de comunicação entre vivos e mortos, sendo que a proibição divina é clara a respeito, tanto em Deu. 18:9-11 como séculos depois confirmada em Isa. 8:19, 20. Sendo que não há uma “alma imortal” que tenha consciência após a morte do corpo, e o indivíduo na morte permanecerá como num sono inconsciente até a ressurreição, qualquer suposta comunicação entre vivos e mortos é claramente suspeita, e proibida por Deus que quis proteger o Seu povo de terríveis enganos satânicos nessa linha.


19o.) A noção de que o espiritismo moderno, desde o século XIX, seria a promessa do Cristo de que o Consolador seria enviado (João 16:7), quando o verso seguinte diz que tal Espírito teria a função de convencer o mundo “do pecado, e da justiça e do juízo”. E o vs. 13 declara que “quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Mas os espíritas NEM CRÊEM em “pecado”, nem em “juízo”, pois o sentido é claramente o que se harmoniza com o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, e não reinterpretações extrabíblicas criadas para ajustar-se a pressupostos realmente alheios ao ensino de Jesus Cristo e Seus apóstolos. Nem os sinceros servos de Deus passaram a ser convencidos da “verdade, da justiça e do juízo” só a partir de Allan Kardec.


20o.) A prática comum de espíritas não só se considerarem “superiores” por não terem profissionais da religião, como porem-se a julgar com generalizações aéticas os demais religiosos como exploradores do povo, por causa do sistema de dízimos e ofertas nas Igrejas, atribuindo indiscriminadamente rótulos negativos a seus pastores, além de também tratarem os evangélicos em especial como “bibliólatras”, “fundamentalistas”, “bitolados” e outros títulos dessa linha, esquecendo-se do mandamento do Cristo, "não julgueis para que não sejais julgados" (Mat. 7:1).

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